Professor Guershon Kwasniewski
| Gustavo (Guershon, em hebraico)
nasceu em Buenos Aires, em 7 de outubro de 1969, de pais argentinos e avós
poloneses que emigraram para a Argentina antes da 2ª Guerra Mundial.
De família típica judaica, foi aprendendo as tradições e os costumes judaicos em um lar onde nunca se deixou de comemorar as festividades e onde a mesa de Pessach contava sempre com 20 a 30 pessoas da família. O avô materno foi Chazan de uma pequena sinagoga em Buenos Aires e o bisavô paterno Sofer (copiava os livros da Torah com pluma e tinta). Coincidentemente, na sinagoga pequena do Centro Israelita de Porto Alegre, existe um escrito dele em um quadro na parede. O nome Guershon é uma homenagem ao bisavô. |
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Desde seu Bar Mitzva, dedicou-se a trabalhos junto a sinagogas: inicialmente como cantor e solista no coral da sinagoga Bet Am. Aos 15 anos, como aluno do colégio hebraico Hertzlia, começou a viajar pelo interior da Argentina, levando o serviço religioso de Rosh Hashaná e Iom Kipur a pequenas comunidades judaicas. Sempre viajavam em duplas, orientados e estimulados pela Profª. Ester Jarmatz A responsabilidade era grande apesar da pouca idade e, em alguns casos, era necessário levar a própria Torah com o Shofar e os Machzorim (livros de rezas). Era um trabalho muito significativo, uma importante mitzvá.
Com o aumento de seus conhecimentos, começou a atender a comunidades maiores e mais distantes, como Bariloche que era o grande sonho de seus colegas, e para onde foi convidado a retornar.
A partir desta experiência, surgiu o Líder Religioso de hoje. Aos 18 anos, seu nome foi sugerido pela Profª. Ester e aprovado para ser o líder da sinagoga do próprio colégio em que havia se formado como Professor de Educação Não-Formal, em 1988, na comunidade Tijón Hertzliá.
Paralelamente a seu estudo no Seminário Rabínico Latinoamericano, onde se formou Professor pelo Instituto Superior de Estudos Judaicos, em 1992, estudou também e graduou-se em Jornalismo e Locução, pelo Instituto Superior de Enseñanza de Radiodifusión – I.S.E.R. -, em 1991.
Trabalhou também como Professor do Colégio Bet Am Medinath Israel de Buenos Aires, em 1989 e 1990, como Líder Religioso na SIO (Sociedade Israelita del Oeste) em 1992 e 1993, na FM Jai – a única rádio judaica da América Latina - e na produção dos programas da Embaixada de Israel.
Em Israel, cursou o Machon Grimberg, em 1986, o Ishtalmut Morim do Beit Midrash Lebrabanim na Escola Rabínica, em 1992, e o Centro Mundial para estudo do Shoá do Yad Vashem, em 1996, todos em Jerusalém.
As voltas da vida o trouxeram ao Brasil, tendo seu nome sugerido pela Profª. Ester para iniciar seu trabalho na SIBRA – Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência –, em Porto Alegre, o que vem desenvolvendo desde agosto de 1996.
Em 1997, foi Professor do Colégio Israelita Brasileiro, de Porto Alegre, e Professor convidado pelo Núcleo de Estudos Judaicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
É palestrante convidado para diversas instituições não judaicas, tais como a Faculdade de Estudos Teológicos de São Leopoldo, o Colégio Anchieta e o Colégio Batista de Porto Alegre.
Ao mesmo tempo, sua vida pessoal evoluiu nesta cidade, onde encontrou sua atual esposa Patrícia Alejandra Behar, argentina de nascimento e brasileira naturalizada, Doutora em Ciência da Computação, trabalhando como Professora na UFRGS. Casaram-se, em Buenos Aires, em 31 de outubro de 1998 (12 de cheshvan de 5759).
Atualmente, escreve também artigos para periódicos locais e de outros Estados do país.
O Prof. Guershon participou em janeiro de 2000 da conferência "Extremismo e Antisemitismo no Novo Milênio" realizada em New York. Logo após, realizou na cidade de Jerusalém o "Curso de Líderes Comunitários Adva", organizado pelo Departamento de Educação Sionista da Agência Judaica de Israel.
Seu trabalho na SIBRA vem tendo
receptividade, reconhecimento e grande repercussão em toda sociedade
local judaica e não judaica graças a seus conhecimentos filosóficos
e religiosos, a sua capacidade em congregar as pessoas em torno de um mesmo
ideal e a seu carisma que atrai simpatia e afetividade de todos que o conhecem
e com ele convivem. Estas qualidades vêm produzindo o crescimento
quantitativo e qualitativo da comunidade que ele lidera.